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A VERDADE SOBRE A CRISE NA SÍRIA

Por Hussein Mohamad Taha *

Este artigo vem esclarecer os fatos que estão ocorrendo na Síria e que a imprensa mundial não tem interesse em divulgar.

Não se trata de uma questão simples. Vai muito além, tornando-se até uma questão religiosa, como muitos analistas na Europa dizem, uma guerra entre Sunitas e Xiitas. Uma guerra incitada por pessoas que desejam denegrir o islamismo, impor, pela força, a discórdia e a destruição da última religião revelada por Deus, que traz a mensagem de Allah (Deus).

A imprensa divulga, erroneamente, os acontecimentos na Síria nos últimos dois anos, como uma continuação da Primavera Árabe. A crise Síria em nada tem a ver com a Primavera Árabe e somente coincide com o que está ocorrendo no Egito, Tunísia, Iêmen, Líbia, entre outros países.

Em março de 2011 iniciaram-se manifestações incitadas por países do golfo como Qatar, Bahrein, e Arábia Saudita devido a uma negativa por parte do governo sírio em autorizar a passagem de um oleoduto que supriria áreas da Europa e Israel. Como é de conhecimento de todos a Síria é aliada do Irã, Rússia e China, sendo que os dois primeiros são grandes produtores e exportadores de petróleo. O Irã não tem relações cordiais com a Arábia Saudita e, obviamente, essa negativa causou enormes prejuízos financeiros para esses países do Golfo. O fato fez com que ocorresse ainda mais hostilidade entre nações que já lutavam por uma ruptura interna do islamismo.

O islamismo tem duas correntes principais, Sunitas e Xiitas, que surgiram com a morte do profeta Mohammad (s.a.a.s). Infelizmente, esse cisma deu origem a uma luta inicialmente velada e que com o tempo vem se tornando cada vez mais violenta.

Hoje uma corrente extremamente radical, chamada Wahabista ou Salafista, baseada na Arábia Saudita, que não aceita a existência da escola Xiita, vem perseguindo Xiitas através de mercenários contratados por estes líderes.

No Bahrein os Xiitas são muitas vezes proibidos de rezar em mesquitas. Na Arábia Saudita é proibida a celebração da Ashura - celebração do martírio da Família do Profeta em Karbala.

As manifestações sírias contrárias ao governo do presidente Bashar al Assad relembram alguns pontos escritos em um artigo anterior sobre a  crise na síria,

“O Governo Sírio é socialista, pan-arabista e nacionalista, o presidente é Alauita, grupo étnico-religioso do Médio Oriente, proeminente na Síria, que constitui cerca de 10% da população e que domina as estruturas políticas. O governo de Bashar é composto por cristãos ortodoxos, o que representa a pluralidade no governo, possui a maioria no parlamento, além de contar com um amplo apoio popular. Os terroristas que estão tentando tirar o presidente do poder são claramente financiados por estados inimigos. Os rebeldes entraram em território Sírio pela fronteira com Israel, nas colinas de Golan, tomadas por Israel na guerra dos Seis Dias, em 1967, e até hoje não devolvidas, mesmo existindo resoluções da ONU determinando o restabelecimento dessas terras ao povo Sírio. Este fato demonstra o total desrespeito do estado sionista com as leis Internacionais.

O jogo de xadrez da região é mais complexo do que uma simples análise possa sugerir. Temos de analisar a região por diferentes aspectos, territorial, religiosa e etnicamente. Nesse jogo temos de um lado do tabuleiro Arábia Saudita, Bahrein, Qatar, Kuwait e Israel-  aliados dos Estados Unidos - e do outro o Irã, Líbano, Síria e Palestina - apoiados por Rússia e China. Irã e Arábia Saudita têm divergências religiosas muito severas. A Síria, aliada ao Irã na região, possui um exército melhor equipado, com armamento de tecnologia atual. A Arábia Saudita é aliada dos Estados Unidos, que é inimigo do Irã e agora da Síria.

O presidente sírio Bashar Al-Assad foi eleito em uma eleição livre e democrática, ao contrario dos mandatários sauditas, do Bahrein, Qatar e Kuwait, que governam com mão de ferro, perseguindo minorias e claramente desrespeitando os Direitos Humanos. O contrário ocorre na Síria e no Irã, onde não há perseguições e nem ditaduras, e sim liberdade, onde a democracia impera.

A crise na Síria em nada tem haver com a Primavera Árabe, na qual a população saiu às ruas e tirou do poder governantes corruptos como no Egito, na Tunísia e Iêmen, que oprimiam a população e se submetiam a interesses americanos. As pessoas não tinham empregos, nem saúde, moradia ou quaisquer necessidades básicas atendidas. Na Síria, esses problemas são quase inexistentes, então por que essa crise?

Terroristas infiltrados na Síria têm espalhado o terror, medo e a insegurança entre os civis, acusando o governo de promover massacres muitas vezes cometidos por eles mesmos, levando a imprensa mundial e nacional a chamar o governo legitimamente eleito de “ditadura”, “fascista”, “assassino”, dentre outros adjetivos. Um exemplo desse comportamento foi o ato terrorista ao prédio do governo, que vitimou algumas pessoas do alto escalão do governo Sírio. A Comunidade Internacional imputou o ocorrido ao governo sírio, o que não aconteceu com os países aliados à Síria, como a China, a Rússia, a Venezuela e o Irã.

Como podemos analisar neste trecho do Artigo “A Crise na Síria” publicado em 2012, existem inúmeros interesses que estão transformando a Síria em um palco sangrento, gerando uma guerra interna entre as duas maiores correntes islâmicas e que podem não só destruir a Síria como o islamismo.

Temos visto notícias que o governo sírio teria usado armas químicas contra a população. Porque o governo do Presidente Bashar faria isso se está ganhando a guerra derrotando os mercenários terroristas ligados a Al-Qaeda como eles mesmos se identificam?

Quando houve a explosão no prédio do governo matando inúmeras pessoas ligadas ao governo sírio também culparam o próprio presidente. Mais tarde ficou provado que foi um ato terrorista praticado pelos rebeldes. Não se viu nenhuma condenação ao ataque, nenhum país pediu que os terroristas fossem presos ou saíssem da Síria.

O governo democraticamente eleito na Síria vem reconquistando posições perdidas e recuperando o território. Assim, vemos mais uma vez mentiras desesperadas inventadas, e desmentidas pela própria ONU, sendo plantadas por partes dos rebeldes. Fatos esses que vêm do desespero da derrota iminente.

Rebeldes mercenários declaram constantemente que são financiados por americanos e ingleses, os mesmos que financiaram ações no Iraque atrás das Armas de destruição em massa até hoje não localizadas.

A invasão ao Iraque está comemorando 10 anos e até hoje nada da democracia prometida pelo governo americano. O que restou foi um país totalmente destruído e uma guerra civil entre Xiitas, Sunitas e Curdos.

* Internacionalista especialista em Geopolítica e as Relações Internacionais pela Universidade Tuiuti do Paraná.

 

 

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Jumada Athani de 1438





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