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SOBRE A VISITA DO AIATOLÁ MOHSEN ARAKI AO BRASIL
por: Marcelo Buzetto
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SOBRE A VISITA DO AIATOLÁ MOHSEN ARAKI AO BRASIL

Por Marcelo Buzetto

 
A quais interesses econômicos e políticos estão Associados os indivíduos e organizações que estão fazendo algum barulho devido a visita do Aiatolá  Mohsen Araki ao Brasil?

 
Por que esses indivíduos lançam seu ódio e querem impedir a viagem de um líder político e religioso que sempre considerou países como o Brasil como um aliado na luta por um mundo de paz, justiça e autodeterminação para todas as nações.

 
O Aiatolá Mohsen Araki e o governo do Irã nunca ameaçaram ou colocaram em risco a vida de qualquer cidadão brasileiro.

 
O Irã é um país que sempre buscou, em especial após a Revolução Popular de 1979, as melhores relações com o Brasil seja do ponto de vista econômico, político  ou cultural.
Quantas vezes nos últimos anos Brasil e Irã não dialogaram na ONU visando encontrar soluções políticas e negociadas para conflitos no Oriente Médio.
 
“Mas ele quer a destruição de Israel!”, dizem alguns.

E o que é Israel? Segundo o grande jurista Henry Cattan, que estudou na universidade de Paris e na Universidade de Paris e na Universidade de Londres, em seu livro “A Palestina e o Direito Internacional”, o chamado “Estado de Israel” não tem nenhuma base legal para sua existência de acordo com os princípios mais elementares do direito internacional.

Israel, ou a “entidade sionista”, como dizem muitos libaneses e iranianos, é fruto de uma intervenção estrangeira realizada na Palestina entre 1897 e 1948.

Um movimento político nacionalista judaico colonialista e racista, o sionismo, ocupou pela força do dinheiro e da violência as terras da Palestina, e com apoio do imperial e com apoio do imperialismo britânico, francês e estadunidense. Esse movimento não representava – e não representa – a totalidade da comunidade judaica, por isso judaísmo é uma coisa, sionismo é outra.

Acusam o Aiatolá iraquiano de querer “destruir Israel”. Por acaso a maior parte da humanidade também não quis destruir o nazismo e o regime do Apartheid na África do Sul?

Israel Só existe graças a um golpe de estado organizado por grupos terroristas sionistas como Haganah, Irgun e Stern, entre outros. Esses grupos armados mataram milhares de civis palestinos, e faziam atos terroristas na Palestina dos anos 40. Ou os defensores de Israel não sabem disso?

Entre 14 e 15 de maio de 1948 esses grupos terroristas unidos deram um golpe de estado e proclamaram unilateralmente o “Estado de Israel”. Alguns vão dizer “Mas a ONU tinha aprovado em 29/11/ 1947 o Plano de Partilha da Palestina,  criando dois estados”. E qual a autoridade que a ONU tinha sobre o território da Palestina? Nenhuma.

A soberania da Palestina pertencia – e pertence – ao povo nativo daquela região, daquele território, ao povo palestino. A Palestina era uma colônia  britânica desde 1918. A retirada das tropas britânicas da Palestina em 14 de Maio de 1948 tinha que ter como resultado uma Palestina livre, Soberana e independente, onde judeus, cristãos e muçulmanos pudessem viver em paz, harmonia e com igualdade de direitos.

Mas o sionismo e o imperialismo não permitiram isso.

Israel surge como resultado da violência do terrorismo sionista,  que só em 1948 e 1949 destruiu mais de 500 vilas palestinas, matou mais de 15 mil pessoas e expulsou 750 mil homens, mulheres, crianças, idosos, que se tornaram os primeiros refugiados.

Por acaso os defensores de Israel não se lembram disso? Leiam “A limpeza Étnica na Palestina”, do escritor israelense Ilan Pappe. Israel vem praticando uma política de genocídio, limpeza étnica e apartheid contra o povo palestino, por isso a comparação entre o regime sionista de Israel e o nazismo ou o regime do Apartheid sul-africano tem amplo  fundamento teórico e científico.

Israel era, inclusive, o principal parceiro econômico e militar do governo do apartheid na África do Sul. Será que os deputados brasileiros que são contra a visita do Aiatolá iraquiano sabem disso?

Hoje existem 7 mil presos políticos palestinos em prisões israelenses. Cerca de 240 são crianças.

Israel prendeu recentemente Khitan Saafin, da União dos Comitês de Mulheres Palestinas UPWC e da Marcha Mundial de Mulheres na Palestina. Prendeu também a deputada do Parlamento palestino e ativista de direitos humanos Khalida Jarrar.

Será que o mesmo deputado que critica a visita do Aiatolá iraniano vai fazer alguma coisa em relação a essas mulheres perseguidas e presas por Israel? Estou pagando para ver. É sempre assim, dois pesos e duas medidas.

Quando a dupla de assassinos Barack Obama e Hillary Clinton estiveram no Brasil onde estavam os críticos do Aiatolá Mohsen Araki? Afinal de contas quem contribuiu com a criação dos grupos terroristas Estado Islâmico e Exército Livre da Síria? Os EUA!!!

Em 2009 houve golpe de estado em Honduras. O terrorismo de estado tomou conta do país, com apoio do governo dos Estados Unidos.

Em 2012 Obama apoiou o golpe de estado no Paraguai. E a destruição do Iraque, do Afeganistão, da Líbia e da Síria? Nações destruídas economicamente, socialmente, politicamente, militarmente, culturalmente. Quem fez isso? Milhares de civis mortos devido à intervenção dos Estados Unidos e da OTAN nesses países.

Onde estavam esses críticos do Aiatolá Mohsen Araki? “Mas ele apoia o Hezbollah libanês!”.

Ele e a Ampla maioria da população do Líbano. Quem estuda as relações internacionais e os conflitos no Oriente Médio não pode se deixar levar pelo desconhecimento ou pelo preconceito.

O Hezbollah é uma organização política e social de defesa da soberania nacional libanesa e de assistência e ajuda à população mais pobre daquele país, nascida durante a ocupação militar israelense.

Além de manter a ocupação ilegal na Palestina Israel já ocupou as Colinas de Golan,  na Síria, já ocupou territórios do Egito  e já invadiu o Líbano.

Hezbollah é um partido político com cargos no governo do Líbano. Junto com outras forças organizou a resistência libanesa para preservar a soberania de seu país, impondo a mais contundente e vergonhosa derrota militar de Israel, em 2000 e em 2006.

Por isso o governo israelense financia,  patrocina e mobiliza pessoas,  organizações,  jornais, revistas,  jornalistas e deputados para denunciar e ser contra qualquer pessoa que desagrade seus interesses e possa revelar ao povo brasileiro a verdade sobre os conflitos do Oriente Médio.

Todos os governos e regimes existentes no mundo hoje tem seus problemas, suas falhas, suas contradições, e devem sempre ser analisados com um olhar crítico.  Tem, sem exceção. Fazer isso é uma obrigação para quem quer construir um mundo onde as relações internacionais sejam baseadas na paz na cooperação e na solidariedade entre povos e nações. Mas precisamos compreender quais são os governos que são criadores e financiadores do terrorismo, das guerras e das intervenções militares que matam milhares de civis no Oriente Médio, e esses governos são Israel, Estados Unidos e Arábia Saudita, bem como os seus aliados.

O que ameaça a paz no mundo são governos que praticam e apoiam o racismo, o colonialismo, o Apartheid. Dizer que defende direitos humanos e não combater o colonialismo é uma contradição.

O governo de Israel e suas empresas que fazem a guerra no mundo compram pessoas, compram deputados aqui no Brasil, pagam viagens, convidam esses deputados para fazer palestras, pagam estadias em hotéis caros,  passagens aéreas de primeira classe, ou seja, usam da sedução para cooptar esses políticos, jornalistas e intelectuais. Sendo assim é um erro querer  impedir a visita de alguém por ter posições políticas anti-imperialistas.

Aiatolá Mohsen Araki, o povo brasileiro gostaria sim de ouvir suas palavras. O povo brasileiro gostaria sim de ouvir suas reflexões sobre paz, sobre os conflitos, sobre terrorismo, e sobre como acabar com o terrorismo e as guerras imperialistas. Nesse momento a mídia financiada pelo imperialismo e pelo sionismo tem como principais inimigos países como Síria, Venezuela e Irã. É nossa obrigação alertar os cidadãos brasileiros e lutar para que o Brasil continue fortalecendo suas relações com os povos árabe, em especial com sírios,  libaneses e palestinos, com o povo iraniano e com países que lutam contra o colonialismo em qualquer parte do planeta. Pelo fim do colonialismo e do imperialismo! Que um dia possamos ver a Palestina livre, com judeus, cristãos e muçulmanos vivendo juntos num único Estado, do Mar Mediterrâneo até o Rio Jordão.

 
Marcelo Buzetto – Coordenador do Núcleo de Estudos Estratégicos e Política Internacional do Centro Universitário Fundação Santo André (NEEPI/CUFSA) e autor do livro A questão Palestina: guerra política e relações internacionais (Editora Expressão Popular)


 

 

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