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24/09 - SEGUNDA E TERCEIRA NOITES DE REMEMORAÇÃO

Segunda Seção: Por que o Imam Al-Hussein (A.S.) levantou-se e fez sua Revolução contra o governante injusto da sua época?


Antes de responder a esta pergunta, devemos dizer, como citamos nos capítulos iniciais, que o Imam Al-Hussein (A.S.), como uma pessoa responsável e consciente de suas obrigações como líder e de seu papel religioso nesta vida, levantou-se contra o governante hipócrita e injusto que se chamava Yazid, filho de Muawiyah.  Este governante tirou todo o pudor de sua existência, tornando-se um criminoso, alcoólatra, assassino, corrupto, nepotista, discriminador e invasor. Este governante quis transformar a Sociedade Islâmica em uma selva, na qual o mais poderoso (material e fisicamente) dominaria o mais modesto e humilde. Por sua conduta dissoluta, ele disseminou as desgraças da humilhação, pobreza, corrupção e libertinagem na Sociedade Islâmica da época. Para atingir estes objetivos, não só praticou como apoiou todos os atos que atentassem contra os valores islâmicos. Por isso, o Imam Al-Hussein (A.S.) levantou-se e enfrentou este homem, que carregava dentro de sua alma todos os tipos de malefícios e qualidades inferiores.     

Os objetivos principais do movimento do Imam Al-Hussein (A.S.) em Karbalá, onde ele foi sacrificado com seus familiares e companheiros, podem ser resumidos nestes três pontos: 

A – Proteger a Religião Islâmica dos desvios implantados e praticados pela família omíada, especialmente por Yazid; 

B – Salvaguardar os mais elevados valores da Sociedade Islâmica;

C – Impedir as atitudes maléficas e a corrupção que foram estabelecidos na Sociedade Islâmica pelos governantes omíadas.

Recapitulando, lembremos que o movimento do Imam Al-Hussein (A.S.) começou na cidade de Al-Medina. De lá, ele dirigiu-se à cidade Sagrada de Meca e depois, a Karbalá, no Iraque. Antes de sair de Al-Medina, ele pronunciou um discurso chamando ao povo muçulmano:
 
“Óh, Muçulmanos! Vós não observais que a verdade está desprestigiada? E que a falsidade está ativa e crescendo dentro da Sociedade Islâmica? Cada crente dentre vós deve desejar encontrar seu Senhor . Eu considero a morte pela defesa destes valores uma alegria e uma felicidade. Eu considero a vida com os injustos e corruptos só e apenas uma angústia e um pesar enorme”.

Por estes motivos, o Imam Al-Hussein (A.S.) levantou-se e comandou a Revolução contra a força injusta da família omíada, especialmente contra o exército do governante corrupto Yazid, formado por cerca de 30.000 homens bem armados. Por seu lado, o exército do Imam Hussein (A.S.) era um grupo muito humilde, não passando de cem soldados fiéis. A finalidade do Imam Al-Hussein (A.S.) foi proteger a religião e estabelecer a observação da oração, promovendo o Islã como religião ativa e viva dentro de todas as comunidades islâmicas. Por isso, o Imam Al-Hussein (A.S.) sacrificou tudo o que possuía para que, no tempo atual, ou seja, em pleno Século XXI, pudéssemos nos manter como muçulmanos dignos e honrados, seguidores de uma religião pura.

Estes são os motivos pelos quais nós somos fiéis e sinceros em relação a este Santo Imam (A.S.) e a toda a sua luta e sacrifício a favor dos valores humanos. Por isso, todos os anos, revivemos a sua lembrança e a sua recordação. A nossa confiança não nos permite esquecer este Santo Imam (A.S.) e seu movimento revolucionário contra os corruptos da Nação Islâmica. Nós confirmamos perante ele, todos os anos, que nunca esqueceremos sua mensagem e nunca abandonaremos seu caminho. Estamos contigo, Óh, Hussein!, enfrentando toda a injustiça e procurando impedir todas as corrupções e a maldade no mundo!

A triste mensagem desta seção

O Imam Al-Hussein (A.S.), antes de sair da cidade de Al-Medina, entrou no santuário de seu avô, o profeta Mohammad (A.S.), saudou-o e despediu-se. Depois, foi ao túmulo de sua mãe (A.S.) e também se despediu. Logo depois, foi ao túmulo de seu irmão, Al-Hassan (A.S.), e se despediu. 

A caravana do Imam Al-Hussein (A.S.), que o acompanhava em sua trajetória ao Iraque, era grande, organizada e bem protegida. Como será que ela retornou à cidade de Al-Medina, quando acabou o massacre de Karbalá, onde foram martirizados todos os companheiros do Imam Al-Hussein (A.S.) e os seus familiares do sexo masculino (A.S.)?  

As mulheres desta caravana - aquelas que ficaram vivas - vestiam roupa preta. Entre elas só existia um homem doente, o Imam Assajad (A.S.), filho do Imam Al-Hussein (A.S.), o quarto Imam da linhagem profética. Ele não havia conseguido participar da luta por causa da saúde debilitada.

Quando esta caravana da tristeza e da angústia voltava da sua viagem da humilhação, por terem sido feitos reféns e prisioneiros, à cidade de Al-Medina e passava pelo túmulo do Profeta (A.S.), a senhora Zainab, irmã de Al-Hussein (A.S.) exclamou:

“Óh, a cidade de nosso avô não nos aceita! Nós voltamos para cá com tristezas e pesares. Quando daqui saímos, estávamos unidos a nossos senhores. E agora, quando voltamos, voltamos sem senhores, nem filhos.”
 
Um conto para reflexão

No nono dia de Ashura, o governante de Al-Kufa, filho de Ziyad, ordenou o comandante de seu exército, Omar Ibn Sa’ad, a invadir o acampamento do Imam Al-Hussein (A.S.), em Karbalá. O Imam Al-Hussein (A.S.) foi informado dos intentos de Obaidullah. Então, mandou dizer-lhes para que não iniciassem o ataque naquela noite, acrescentando: 

“Eu quero aproveitar esta noite para rezar a nosso Senhor, Deus Altíssimo, pedindo o Seu perdão, porque Ele, O Altíssimo, sabe que eu adoro a oração e a recitação do Sagrado Alcorão. Ele sabe que eu gosto de suplicar e invocar a Ele, pedindo seu perdão”. 

Os inimigos do Imam Al-Hussein (A.S.) aceitaram sua petição e, nesta noite, o Imam (A.S.) juntou-se aos seus companheiros, discursando para eles o seguinte:

“Eu nunca soube da existência de companheiros e familiares mais sinceros e mais benevolentes que os meus. Deus Altíssimo vos recompensará com Sua bondade. Óh, meus irmãos! Estes inimigos não estão procurando ninguém além de minha pessoa. Eles desejam apenas a minha morte. Dou a permissão para vós irdes embora... Esta noite cobrirá com sua escuridão a vossa presença. Portanto, aproveitei esta escuridão e ide por este deserto de volta para vossos lares. E vos salvei deste destino ameaçador, que cabe apenas a mim enfrentar”.
 
Os familiares do Imam Al-Hussein (A.S.) responderam: 

“Acaso, faremos isso para permanecermos vivos depois de ti? Nunca! Deus não nos permitirá viver depois de teu martírio.”

E os companheiros falaram: 

“Juro por Deus, Óh, Hussein! Nunca nos afastaremos de ti, até que quebremos nossas lanças nos peitos dos inimigos e os abatamos com nossas espadas... Se não tivermos mais armas conosco, usaremos pedras contra nossos inimigos, até darmos nossas vidas por tua causa!” 

Neste momento, o Imam Al-Hussein (A.S.) sentiu-se confortado pela sinceridade de seus companheiros e familiares. Ele os agradeceu muito. Em seguida, colocaram-se todos a orar e suplicar a Deus Altíssimo. 


***************
 
Terceira Seção: Por que a maioria dos Muçulmanos desobedeceu ao Imam Al-Hussein (A.S.) em sua revolução?
    

Introdução

Irmãos queridos, um dos mandamentos mais importantes que o Islã nos ordena como prática em nossas vidas é defender a verdade e tomar partido da justiça. Entre os pilares da Religião Islâmica está prescrito: “Al amr bil ma’aruf uannahi ‘anil munkar”, ou seja, “Ordenar o bem e proibir o mal”. Por isso, Deus Altíssimo diz no Sagrado Alcorão o seguinte versículo:
 
“E o que vos impede de combater pela causa de Allah, quando existem os indefesos - homens, mulheres e crianças? Que dizem: ‘Ó Senhor nosso, tira-nos desta cidade, cujos habitantes são opressores! Designa-nos, da Tua parte, um protetor e alguém que venha em nosso socorro!’ Os crentes combatem pela causa de Allah; os incrédulos, ao contrário, combatem pela do Sedutor . Combatei, pois, os aliados de Satanás, porque a sutileza de Satanás é Débil.” Surata 4, Vers 75 e 76.
 
O Imam Ali (A.S.) testemunhou aos seus filhos dizendo: 

“Sejais inimigos dos injustos e apoiadores dos injustiçados (oprimidos)”.
 
Foi com base neste caminho e nesta visão filosófica e espiritual que se firmou o objetivo da Revolução do Imam Al-Hussein (A.S.). Ou seja, ela tem como mote principal a defesa dos oprimidos. Foi por eles que o Imam (A.S.) levantou-se, combatendo os injustos e opressores da sua época. 
Quando Yazid, o governante corrupto e hipócrita da Nação Islâmica, chegou ao poder, mandou o seu representante ao Imam Al-Hussein (A.S.), para que este o apoiasse e obedecesse. Então, o Imam Al-Hussein (A.S.) declarou sua posição contrária ao governo injusto dos omíadas, dizendo: 

“... (Eu nunca poderei obedecer este governante porque) Yazid é um homem libertino, consumidor de bebida alcoólica, assassino das almas honestas, declaradamente desviado. Eu não posso obedecer e apoiar um homem como ele.”

É impossível que os seguidores da verdade e da justiça obedeçam, apóiem e sigam os homens corruptos, injustos e falsos, como os que perfilavam-se ao lado do governante hipócrita Yazid. Porém, o líder que representa a posição da verdade e da justiça não pode enfrentar a injustiça, a falsidade e seus poderes sozinho. Por isso, deve ser apoiado por um grupo de pessoas que compartilhem dos seus valores elevados e o acompanhem neste movimento para defender a verdade e a justiça. Caso os injustos encontrem o líder deste movimento sozinho, podem eliminá-lo de uma maneira rápida e fulminante.
Em relação à questão do Imam Al-Hussein (A.S) e sua revolução abençoada, o povo mulçumano, naquele tempo, dividiu-se em três grupos. 

O primeiro era constituído por aqueles que o acompanharam, protegeram e se dispuseram a sacrificar-se, com todos os bens que possuíam, em sua defesa.   

O segundo grupo era formado por aqueles que acompanharam e apoiaram o governante injusto Yazid, filho de Muawiyah.

Finalmente, o terceiro grupo era integrado pelos que tomaram uma posição indiferente, não apoiando nenhum dos dois lados. Ou seja, omitiram-se em relação aos fatos relevantes que se desenrolavam naquele momento. 

O primeiro grupo, composto pelos companheiros sinceros do Imam Al-Hussein (A.S.), realizou a firme defesa da Religião Islâmica, compondo de maneira valente e altiva o movimento do Imam (A.S.). Este grupo de verdadeiros heróis, que não temeram por estar em número menor que o exército inimigo, tornou-se o grupo dos melhores guerreiros na defesa do caminho verdadeiro. 

O segundo grupo, formado pelos corrompidos e desviados que enfrentaram o Imam Al-Hussein (A.S.) e seus companheiros, representou o caminho da hipocrisia. Ou seja, mantinham uma aparência islâmica, enquanto seus corações estavam mais voltados para a glória e os prazeres do mundo, enquanto  o Imam Al-Hussein (A.S.) e seus companheiros representavam o caminho do Verdadeiro Islã. 

Quanto ao terceiro grupo, daqueles que se fizeram indiferentes, sua maldade não é menor que a maldade cometida pelo segundo grupo. Afinal, quando uma pessoa assiste uma cena como a que se desenrolou em Karbalá, onde o Islã e seus verdadeiros representantes sofreram uma pressão e um grande perigo, e fica inerte, não deixa de compactuar, implicitamente, com a corrupção. Este terceiro grupo, ao tornar-se indiferente, cerrou fileira ao lado dos injustos, pela abstenção do auxílio em prol da verdadeira luta pelo Islã.

O que nós podemos compreender a partir destes aspectos até aqui revelados é que o muçulmano verdadeiro deve ter uma posição consistente e coerente, aliando os sentimentos que vivem em seu coração a sua prática. Por isso, sempre deve estar ao lado da verdade e da justiça e defender estes valores humanos. Devemos oferecer o nosso sacrifício no caminho da proteção de ambos, não abandonando aqueles que se colocam à frente da luta por eles. Muito pelo contrário. Onde quer que exista alguém que se coloque em defesa e lute para implantá-los, devemos apoiá-lo. Senão, os nossos destinos estarão cheios de sofrimento e humilhação. O Imam Al-Hussein (A.S.) nos ensinou que a vida humana deve ser digna e honrada. Portanto, o verdadeiro muçulmano não pode aceitar a humilhação e a rendição frente aos opressores.    
A triste mensagem desta seção

Movidos por estes fortes motivos e embalados pelo idealismo dos justos, o Imam Al-Hussein (A.S.) e seus companheiros saíram da cidade de Al-Medina com uma grande caravana, formada por bravos guerreiros, contando, ainda, com idosos, mulheres e crianças entre eles. Durante a sua caminhada, o Imam Al-Hussein (A.S.) avisou a seus companheiros que ele (A.S.) decidiu ser martirizado em Karbalá. Quando souberam disso, a maior parte das pessoas que o acompanhavam, de espírito fraco, afastou-se dele e retornou para suas casas. Ficaram apenas os verdadeiros companheiros, sinceros e dedicados, que nunca o deixaram (A.S.) sozinho. Seu valor revelou-se em todo o seu esplendor no décimo dia de Ashura, quando eles defenderam e protegeram o Imam Al-Hussein (A.S.), mesmo cientes de que receberiam uma forte agressão do exército de Yazid.

Ao meio dia daquele dia fatídico e triste de Ashura, quando todos os companheiros haviam tornado-se mártires em Karbalá, cobrindo as areias do deserto com o sangue que emanava de seus corpos abençoados, o Imam Al-Hussein (A.S.) chamou-os, dizendo: 

“Óh, Habib! Óh, Zohair, filho de Al-Kain! Óh, Muslim, filho de Awsajah! Óh, cavaleiros das batalhas! Óh, heróis das guerras! Eu estou chamando, mas por que vós não me ouvis? Eu vos estou invocando, mas por que vós não atendeis meu chamado? Será que vós estais dormindo? Por favor, levantai-vos para me ajudar, ou será que a morte não permite que vós me atendais?”.

 

 

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