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05/10 - 7ª, 8ª, 9ª e 10ª NOITES DE REMEMORAÇÃO

Sétima Noite: Kassem filho do imam Hassan

Em nome de Allah, o compassivo, o misericordioso, que a paz esteja contigo, oh, querido Mensageiro de Deus, e sobre sua sagrada família.

Que a paz esteja contigo, oh, meu senhor, oh, Hussein, que a paz esteja contigo, oh, solitário de Karbala. Oh, desamparado, oh, injustiçado, oh, mártir, oh, sedento, oh, misericórdia grande de Deus e porta da salvação da nação! Como gostaríamos de ter estado convosco e, assim, termos uma vitória triunfante...

Que a paz esteja contigo, oh, meu senhor Imam Al-Hassan, oh, filho de Ali, oh, tu que fostes envenenado, oh, injustiçado!

E  que a paz esteja com o teu nobre filho, o defensor valente e honrado!

Eu sou Ramlah!

Eu sou Ramlah!

E o meu coração se derreteu

Não paro de chorar pelos jovens que nos deixaram

Eu sou Ramlah e estou esperando

A volta daqueles que foram lutar

Com os olhos fixos na porta, aguardando-os entrar

Foram-se e deixaram meu coracão em chamas

Deixaram-me imaginando o dia em que se casariam

Oh, luz dos meus olhos!

Volta para os meus braços! 

Não imaginei te ver dar teus últimos suspiros!

A morte os levou e nada sobrou, senã o a imagem deles e as saudades eternas e as saudades eternas.

O Imam Hussein viu seus queridos e fieis companheiros caindo no campo de batalha, um arás do outro

É como se pudesse ouvi-lo dizendo:

“Que enorme a minha solidão!”

“Que poucos são os meus protetores!”

“Ninguém quer defender a família do Profeta? “

Apareceu Kassem, filho do seu irmão, o Imam Hassan (a.s.), que já tinha sido assassinado, envenenado, por inspirar justiça ao longo da sua vida. Assim são os nossos imames, estes são nosso ídolos. Mais importante que morrer é o estado de espírito no qual estaremos, quando chegar a fatídica hora. Mesmo não ofendendo ninguém em toda sua vida, o destino conspirou contra ele, a vida terrena, que disfarça a crueldade com brilho e doçura o fez cuspir seu próprio fígado!

O seu filho, Kassem, era  muito especial para o Imam Hassan , mas o Imam falceu quando Kassem tinha apenas 4 anos de idade.
Em Karbalá, era um menino novo, de 14 anos, mas, ao mesmo tempo, maduro em seu jeito de pensar. Ele já havia imposto uma meta para sua vida e esta era proteger o seu tio.

Na véspera de Ashura, o Imam Hussein discursou em frente a seus companheiros, dizendo a eles o que enfrentariam na manhã do dia 10 de Muharram.

Kassem pregunta a seu tio se será um mártir em Ashura

O Imam, então, lhe pergunta como lhe parecia a morte, a seu ver

E Kassem responde, dizendo-lhe: “Parece-me mais doce que o mel!”
 
Kassem pediu a permissão do Imam, para que fosse à guerra
Hussein negou.

“Oh, meu tio!”, disse al-Kassem, não há o que me prenda aqui, já vi irmãos e primos  massacrados e não ficarei para ver meus tios banhados no próprio sangue, não aguentarei ver o senhor solitário!

Oh, meu senhor, oh, Imam Hussein!  As lágrimas de Hussein pareciam pérolas... É como se pudesse ouvi-lo dizer: 

“Oh Kassem, tu és minha herança, o que me sobra do meu querido irmão?

“É o meu dever cuidar de ti e te oferecer proteção!”

Kassem suplicou ao Imam, beijou suas mãos, até que o Imam disse: “Oh, meu filho, queres caminhar em direção à morte, queres desfilar na estrada da tua aniquilação?”

“Como não, oh, tio,  se te vejo  tão solitário!”

“Os inimigos  estão ali, sonhando com a recompensa que terão por levar tua cabeça até o tirano!”

“Minha alma está à tua disposição e me coloco à disposição para o bem da nação!”

“A verdadeira nação, aquela que continuará por gerações prestando lealdade à família do Profeta”.

O Imam permitiu que Kassem partisse, mas, antes, chamou-o e deu-lhe um  pedaço de turbante, para proteger a sua cabeça.

E com as bençãos de Deus, mandou-o para o campo de batalha

Quando o Kassem se levantou e decidiu partir

A sua mãe, Ramlah, foi até ele se despedir

“Oh, mãe! Mencionai-me em tua oração e escutai o favor que vou te pedir”

“Oh, mãe, se vires os jovens comemorando suas vidas”

“Oh, mãe, quando vires jovens alegres, lembrai de mim”

A-Kassem dirigiu-se ao exército dos inimigos e disse:

“Sou o filho de Al-Hassan, oh, tu desconheces sou filho de Al-Hassan!”

“Proteger a honra do meu avô, o Profeta, me enaltece!”

“Estou enfrentando um bando que não merece a misericórdia!”

Nao se importava com a seu estado, nem  idade e nem a sequidao

Pos afinal tinha uma missao

Durante o comabte seu sapato se se soltou entao ele se inclinou do nada , com toda ingenuidade

O maldito alazdi atingiu sua testa, enquanto outro o cortou com sua espada o seu abdomen e a obscuridade tomou conta do coracao de um soldado que atirou uma flecha e acertou as costas do joven kassem

oh tiooooo me ajude oh queridooo quando o imam  escutou sua
correu em sua direcao 

viu o kassem banhado de sangue

o imam sentou  do lado da cabeça do kassem que estava se contorcendo de dor

Oh Hussein  sentiu a impotencia

E lhe disse o KASSEM, como quería poder impedir  a espada que te enfrentou ,e nao precisar  me despedir desse jeito  ,

oh kassemmm , nao precebeste que me deixaste sozinhooooo e com sua sangue honraste o meu caminho

com as costas curvadas e a alma traumatizada….o imam juntou suas forças e levou o seu sobrinho ao acampamento
 
O levou ate a tenda onde se encontravam os corpos dos mártires

A sua mãe ramla nao se conteve , abracou o corpo do seu filho martirizado e disse oh kassem vim sentir e gravar em minha alma a sua esencia ,

e curar com minhas lagrimas suas feridas e sofrencia

Nao quero essa vida , nem a sua beleza

Muito menos riquezas

quero podereeereeereeer abracaaar o meu filho mais uma vez

quero juntar minhas forças

quero abraçar o meu filho

pensei que teria que me carruegasse quando ficar velhar
mais o destino tirou de mim o Kassem  de mim

oH mãe lembrai de miim quaando pelas ruuas passsar

jovens que podem o casamento celebrar  

O meu sangue injustamente derramado

indica o meu destino

oh mae

A vela da juventude não vai se apagar

Que bom que pude honrar o meu pai

OH ALLAH Oh Allah, te pedimos e suplicamos em nome do seu mensageiro mohammad e sua sagrada família, que nos abençoe com tua graça e não deixe esta noite passar, sem que nossos pecados sejam por ti O Altissimo perdoados.

E todo louvor a Allah O Senhor dos universos

Oitava noite : Ali Akbar

Em nome de Allah o compassivo o misericordioso, que a paz esteja contigo, óh, querido Mensageiro de Deus, e sobre tua sagrada família.

Que a paz esteja contigo, oh, meu senhor Hussein, que a paz esteja contigo, oh, solitário de Karbalá. Oh, desamparado, oh, injustiçado, oh, mártir sedento, oh, grande misericórdia de Deus, tu que és a porta da salvação da nação, como gostaríamos de ter estado convosco e, assim, termos uma vitória triunfante!

Venho a ti, oh, Mensageiro de Deus, prestar e oferecer meus pêsames

Pois Ali al-Akbar caiu em Karbalá!

E Hussein lhe dizia: “Oh, filho , oh, tu que és parecido com meu avô!”

“De que me serve estar vivo se não posso sentir o teu calor?”

“E ver a tua face, que fulgurava paz e amor?”

“Este mundo não tem valor desde que foi atingida a tua cabeça”.

“E a tua face, que eu beijava, vejo coberta de poeira!”

“Oh, filho, como foi difícil soltar-te dos meus  braços e ver-te  indo em direção dos meus  inimigos”.

“Oh, luz dos meus olhos! A tua mãe está inconformada!”

“Grita seu nome  assustada”.

Quando Ali Al-Akbar, filho do Imam Hussein, pediu permissão do seu pai para ir ao campo de batalha, Hussein olhou para seu rosto, com um olhar de desespero, seguido de lágrimas que ardiam. Logo ele levantou o seu rosto, olhou para o céu e disse:

“OH, ALLAH, testemunhai que estas pessoas vão enfrentar o menino mais parecido com o Teu mensageiro Mohammad, em suas boas maneiras e sua aparência, em seu bom senso. Toda vez que a saudade do Profeta apertava o nosso coração, nós olhávamos para Ali Akbar, e nos tranquilizávamos.

Então, Ali Akbar se despede de todos, o seu pai, a sua mãe, suas tia e irmãs, que não queriam deixá-lo ir e imploravam: “Oh, Ali, olhai para nosso estado, somos estrangeiros em terra estranha, sem energia para aguentar a tua partida”. Mas, Ali Akbar seguiu em frente e em voz alta, dizendo:

“Eu sou Ali, filho de Hussein, filho de Ali!”

“Juro pela causa de Deus, que somos os filhos do Profeta!”

“E não permitirei que governe o seu legado um injusto tirano!”

“Vou lutar com minha lança até que se quebre em pedaços!”

“Vou defender o meu pai, com minha espada!”

“Golpes dados por um menino da tribo Hashemita”

“Golpes dados por um menino Alawita!”

E Lutou Ali Akbar, e matou um grupo daqueles soldados, mas, a sede tomou conta dele, fazendo-o gritar: “Oh, pai, a sede me mata e o peso desse ferro me cansa, será que podes me conseguir um pouco d’água para tomar e, assim, enfrentarei com tudo o nosso inimigo!”

Imaginem o estado de Hussein, um pai que não consegue atender o pedido do seu filho. A tristeza tomou conta do corção do nosso Imam... “De onde conseguir água, óh, meu filho! Estamos no deserto e o rio que passa por aqui, como uma benção, está cercado pelo inimigo desumano. Oh, Ali, lutai, pois em seguida receberás um copo d’água do teu avô, um copo d’água que não te deixará sentir sede nunca mais!”

Então, Ali voltou para o campo de batalha e lutou furiosamente, matou tantos homens que o campo do exército inimigo entrou em pânico. Mas, um amaldiçoado soldado chamado Murra bin Mokiz al-Abdy, estava determinado a partir o coração do Imam. Foi por trás de Ali e o apunhalou com sua lança, e logo em seguida golpeou sua cabeça com uma espada. Ali, com pressa, subiu em seu cavalo, pensando que o animal o levaria até os braços do seu pai, mas, o cavalo não enxergava de tanto sangue que Ali derramava e o levou perto do acampamento do exército inimigo, onde o cercaram e começaram a bater e cortar seu purificado corpo. Ali, em meio a seus últimos suspiros, gritou: “Que a paz esteja contigo, oh, meu pai!  O meu avô já me deu água para tomar e te pede que não demores,  pois ele te espera ansiosamente, oh Hussein!”

Ao ouvir o grito do seu filho, o nosso Imam ficou desesperado, correu em sua direção gritando: “Meu filho, Ali! Meu filho, Ali!!!”, mas não ouvia nenhuma resposta e quando chegou até seu corpo, jogou-se em cima dele e apertou  a sua face na dele.

“Surpreende-me a audácia desse povo oh, filho! Cruzam os limites do Senhor, o Clemente, e matam o filho do Seu Profeta!”

“Oh, filho, descansai a cabeça e os pés, fechai teus lindos olhos e estendei as mãos!”

E a tua mãe... e a tua mãe, oh, Ali Akbar, dizia:

“Eu vim beijar o meu filho e abraçar o seu corpo cansado!”

“Mas, os seus braços foram amputados e o seus lábios deformados, oh, meu filho!’

“Oh, meu filho! Não acredito que estou viva e meu corpo inteiro e meu coração segue batendo!”

“E o seu já parou ... o que fizeram contigo? Onde estão as mãos que costumava beijar?”

“Onde está o pescoço, para que possa te levantar?”

“Desta terra cruel, que não me deixa descansar!” Óh, como dói a tua partida, oh, Ali Akbar!”

“Oh, Ali Akbar!”

“Quero que saibas que toda espada que te atingiu”

“Passou pelo meu coração e me feriu também”

“Oh, estrela! Quão curta foi a tua duração!”

E assim é a vida das estrelas mais brilhantes.

Somos do Senhor e a ele retornaremos!

Oh, Allah, pedimos-Te e suplicamos-Te, em nome do Teu mensageiro Mohammad e sua sagrada família, que nos abençoe com Tua graça e não deixe esta noite passar, sem que nossos pecados sejam por Ti, Oh, Altíssimo, perdoados!

Todo o louvor a Allah, o Senhor do Universo!
 
Nona Noite: o bebê

Em nome de Allah o compassivo o misericordioso, que a paz esteja contigo, óh, querido Mensageiro de Deus, e sobre tua sagrada família.

Que a paz esteja contigo, oh, meu senhor Hussein, que a paz esteja contigo, oh, solitário de Karbalá. Oh, desamparado, oh, injustiçado, oh, mártir sedento, oh, grande misericórdia de Deus, tu que és a porta da salvação da nação, como gostaríamos de ter estado convosco e, assim, termos uma vitória triunfante!

Oh, Abdallah, oh, querido!

De que servem meus dias sem ti?

Não pediria nenhuma gota d’água se soubesse que sería assim

Culparam-te por abraçar o colo do teu pai

Degolaram-te e nas minhas esperanças deram um fim!

Não pediria nenhum gota d’água se soubesse que seria assim!

Se soubesse que o meu filho não voltaria, se soubesse que carregaria nos meus olhos tanta agonia!

Ouvindo o meu filho chorar... Que mãe merece ver o seu bebê assim?

Imaginando Hussein levantar-te e de ti o sangue derramar, na frente daqueles monstros

Na frente daqueles monstros!

No décimo dia de Ashura, quando a sede já reinava no acampamento da família do Profeta, veio Zainab até seu irmão, o Imam Hussein, carregando um bebê recém-nascido e deu-lhe enquanto chorava. O bebê estava desidratado. O Imam abraçou-o e levou-o até o acampamento do exército de Omar bin Saad, pedir um gole d’água. O exército se dividiu, pois havia tropas que concordavam em dar água para o bebê, afinal, se a culpa é dos adultos, qual era o pecado daquela criança?

E outros pediam a morte do recém-nascido e não queriam deixar nem rastros da família do mensageiro de Deus viva sobre a terra.

E o quando Omar bin Saad viu aquele cena, chamou o soldado Harmala e disse-lhe que resolvesse tal situação. E lá foi Harmala, com seu arco e flecha, apontou para aquele recém-nascido levantado pelo seu pai, que compartilhava sua sede e dor, e sem piedade atirou sua flecha, que acertou o pescoço do bebê e o degolou, passando de um lado do pescoço ao outro... Quando o pequeno Abdallah sentiu a lâmina da flecha, começou a se mexer como se fosse um pássaro ferido, ensanguentado. O Imam Hussein encheu sua mão com aquele sangue profético e jogou para cima dizendo: “Oh, Allah! Testemunhai como degolaram meu filho, assim como foi degolado o camelo de Saleh!”

Levantou sua mão para o céu e chamou o Altissimo e seu olhos não paravam de derramar lágrimas...

Disse: “Oh, Deus, aceitai este bebê de mim como um sacrifício feito em nome da justiça!”

“Espero que tenha, oh, Allah, cumprido a minha promessa!”

“A morte é melhor do que viver humilhado e a humilhação é melhor do que viver a eternidade no inferno!”

Sinto-me aflito ao lembrar do Imam, carregando em suas mãos o pequeno Abdallah, 

Pedindo aos seus inimigos água, para saciar a sede do recém-nascido

Alguns deles disseram: “Tenhais compaixão!”, e outros pediram a sua cabeça

E quando Harmala viu o exército e sua  indecisão,

Resolveu a questão com suas próprias mãos

Atingindo o pescoço do bebê com uma flecha cortando o silêncio do recém-nascido, tão puro e tão sedento 

Como queria poder evitar o teu choro e desespero

Como é possível Abdallah morrer sedento, com o rio passando ao seu lado?

Regaram a sede do recém-nascido com o sangue e uma flecha fria

Foi-se desse mundo, por martírio, um bebê que nunca teve escolha

Somos do Senhor e a ele retornaremos!

Oh, Allah, pedimos-Te e suplicamos-Te, em nome do Teu mensageiro Mohammad e sua sagrada família, que nos abençoe com Tua graça e não deixe esta noite passar, sem que nossos pecados sejam por Ti, Oh, Altíssimo, perdoados!

Todo o louvor a Allah, o Senhor do Universo!

10ª noite: Martírio do Imam Hussein (a.s)

Em nome de Allah o compassivo o misericordioso, que a paz esteja contigo, óh, querido Mensageiro de Deus, e sobre tua sagrada família.

Que a paz esteja contigo, oh, meu senhor Hussein, que a paz esteja contigo, oh, solitário de Karbalá. Oh, desamparado, oh, injustiçado, oh, mártir sedento, oh, grande misericórdia de Deus, tu que és a porta da salvação da nação, como gostaríamos de ter estado convosco e, assim, termos uma vitória triunfante!

A tua tragédia, oh, filho de Mohammad, deixou-me abalado!

Recordar tuas feridas e as flechas que te atingiram…

Tua sede e a crueldade do teu inimigo, e aquelas espadas malditas que te degolaram!

Meu coração e meus olhos choram,

Ao  imaginar teu rosto purificado…

Por Deus! Quem é tão atrevido?

Quem ousa te atacar?

Hoje, recordaremos daquele dia trágico, hoje é o dia da catástrofe, hoje é o dia da desgraça, hoje é o dia da lástima, é o dia do martirio do Imam Hussein. No décimo dia de Muharram, conhecido como Ashura, após Al-Hussein se tornar o último homem  capaz de lutar e resistir contra a tiranía que quería obrigar o Imam a se submeter a um governo injusto, queríam que ele traísse todos os ensinamentos do Profeta e aceitasse um assassino alcólatra como o herdeiro de toda a tradição profetica, como  sucessor do Mensageiro de Deus.

Após todos os companheiros fiéis e familiares cairem na terra de Karbala, abençoando-a com o sangue de homens honrados, dignos de estar no Paraíso Eterno, o Imam decidiu confrontar o inimigo.

Então, ele gritou para o céus e a terra: “Será que há quem defenda os Ahlul Bayt? Há alguém que queira defender a Família do Profeta Mohammad?”

Ele não teve nenhuma resposta. Logo, ele chamou sua irmã Zainab e Sukayna, sua filha, e Umm Kulthum e as outras mulheres e disse:

“Que a paz esteja convosco! Que a paz esteja sobre seus corpos e suas almas!”

A emoção do seu simples dizer consumiu os corações daquelas mulheres, que entenderam que aquela era a última vez em que veriam o filho do Imam Ali, o irmão de Al-Hassan, o filho da senhora Fatima e o neto querido do Mensageiro de Deus.

Abraçaram-no e beijaram-no, despedindo-se daquele que carregava o aroma da profecía.

Após despedir-se delas, o Imam Hussein foi para o campo de batalha, montado no cavalo que Zainab trouxe para ele.

Imaginem a cena, meus irmãos e irmãs: A irmã  trazendo o cavalo que levaria o seu irmão às mãos de um exército que não tinha misericórdia nem para com um bebê sedento…

Hussein montou o seu cavalo, foi para o campo de batalha, enfrentou e lutou com muita bravura e conseguiu chegar no Rio Eufrates, e quando quiz tomar agua, escutou alguém chamando:

“Estás tomando agua, enquanto atacam as mulheres do Profeta?”

Hussein jogou a água que estava presetes a tomar e cavalgou em direção ao acampamento. Chegando lá, viu que estavam todos sãos e percebeu que aquela era uma tentativa de impedi-lo de tomar agua. Eles sabiam que se o Imam se hidratasse, ele iria lutar como nunca!

O nosso Imam voltou ao campo de batalha e matou vários inimigos… então, o exército se dividiu em grupos. Enquanto uns atiravam pedras, outros com flechas tentavam acertá-lo. Feriram-no severamente e, quando o Imam estavaa tentando retomar suas forças, acetaram-no com uma flecha de ponta tripla.

Aquela flecha atingiu o coração do nosso imam Valente.

Aproveitando o seu momento de fraqueza, acertaram com a espada a sua purificada cabeça. O Imam caiu no chão, cercaram-no, mas não ousavam chegar perto dele, afinal, ali estava o filho do Profeta!

O cavalo do Imam voltou para o acampamento dos Ahlul Bayt, manchando com o sangue do Imam Hussein as areias de Karbalá.
Ao ver aquela cena, Zainab gritou: “Ya Mohammadah… Ya Aliah… este é Al-Hussein, ferido na terra da tragédia e do infortunio!”

E começou a correr em direção ao Imam.

Enquanto isso, Shemer chega perto de Hussein, empurra Zainab, que quería abraçar o seu irmão, sentir o calor do seu irmão pela última vez…

Zainab ficou inconsciente, desmaiou pelo tamanho susto que levou e, ao acordar, deparou-se com a cabeça do seu irmão em cima de uma lança!

WA HUSSEINAH!! WA IMAAMAAAH!! WA SAYEDAAAH!!

Oh, Hussein, oh, quem com sua morte deixou nossas mentes paralisadas!

Como pode o seu corpo ficar três dias exposto a céu aberto, sem ser lavado, sem ser cuidado?

Oh, Hussein, oh, Hussein, oh, Hussein, oh, Husseein!! 
Oh, Hussein, oh, Hussein, oh, Hussein, oh, Husseein!!
Oh, Hussein, oh, Hussein, oh, Hussein, oh, Husseein!!

Somos do Senhor e a ele retornaremos!

Oh, Allah, pedimos-Te e suplicamos-Te, em nome do Teu mensageiro Mohammad e sua sagrada família, que nos abençoe com Tua graça e não deixe esta noite passar, sem que nossos pecados sejam por Ti, Oh, Altíssimo, perdoados!

Todo o louvor a Allah, o Senhor do Universo!

 

 

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